sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Sou triste.

Estou triste. Não, não estou triste. Sou triste. Sou uma tristeza só, sem fim, sem nenhum limite. Choro escondida pra que ninguém perceba o que faço comigo mesma, esse prazer doloroso de deitar no chão do quarto e chorar por horas, sem perspectiva de nada, sem intenção de curar. Entrego-me ao poço sem fundo que me encontro. Entrego-me a toda escuridão dolorosa que me convida a nela ficar. Não tenho medo de ir além do sofrimento. Meu único medo é nele ficar, permanecer sofrendo desse jeito, sem nenhuma força que me sustente, sem nenhuma gratidão que me salve.
Entrego-me.
Acredito que só assim me alma vai sarar. Quando eu tiver chorado todas as minhas lágrimas, quando eu tiver sofrido todos os merecidos dias, quando eu mergulhar nessa imensidão de solidão e medo e nela ficar submergida,Deus sabe até quando!
Preciso disso. Sou assim.
Estou triste, sou triste.
Preciso que me salvem porque sozinha eu não vou conseguir.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Anel de compromisso.

Eu acredito em amor verdadeiro. Eu acredito em amor à primeira vista. Eu acredito que o amor conquista tudo. E isso não significa que não haverá dias difíceis ou coisas difíceis para lidar, porque haverá sim. Mas encontrar aquela pessoa que faz isso para você e saber que essa pessoa te ama, torna tudo tão mais simples. Eu te amei desde a primeira vez que te vi. Eu amei aquela camisa amarelo-mostarda, o sorriso lindo que ocupava todo o teu rosto, o jeito leve, o andar descontraído, a voz alta querendo chamar atenção e os olhos castanhos que brilhavam no sol da manhã. O que eu sinto por você hoje, nesse exato momento, esteve no meu coração desde o dia que eu te conheci. Eu te amo. Eu sempre te amei e sempre amarei. Nós passamos por tantas coisas juntos. E apesar do quão confusa ou perdida eu posso ter ficado, sempre tive você me encontrando e me salvando. VOCÊ MERECE SER AMADO. E é isso o que eu vou fazer. Vou te amar por muitos anos que ainda virão. Eu estou terrivelmente apaixonada por você. E sempre estarei.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Primeira pessoa do singular, presente.

Há tempos que não escrevo...
Há tempos que não faço tantas outras coisas também, como, por exemplo, ir à praia. Mas, eu devo confessar: sinto uma falta danada daqui! Mais do que da praia, diga-se de passagem. E olhe que um sol bem forte e revigorante, vento no rosto e mar são combinações, para mim, perfeitas da natureza.
Às vezes venho aqui, espio um pouco, seguro minha cabeça entre as mãos e penso por um longo tempo. Mas a vontade vem e passa, numa fração de segundos. Sinceramente, só escrevo quando realmente preciso, quando grito, quando enlouqueço e não posso transparecer de outra forma a não ser aqui, digitando algumas poucas ou muitas palavras, algumas sem sentido algum, outras vitais e inesquecíveis, para mim, outra vez.
Sempre para mim, como se não existisse outra pessoa querendo ser salva no mundo também! Sou tão egoísta, às vezes...mas é nessas horas que me expresso melhor. Quando vivo para mim e olho para mim, percebo como sou forte, como posso e como quero. Quando escuto minha voz sei que nada no mundo pode abalar minha fé e minha vontade. Sou tão grande, tão ampla, tão minha.
Outra vez me disseram assim: 'se você não parar, AGORA, de pensar mais nos outros do que em si mesmo nunca irá ser feliz.' Eu mastiguei isso por dias, semanas e meses e deu no que deu, nesse texto aqui. Acho que só agora entendi e resolvi aceitar isso como uma coisa boa. Venho tentando ser mártir, heroína, salvadora da pátria, mãe pra quem não tem uma, irmã pra quem precisa de uma. Venho tentando resolver problemas que nem são meus, travando batalhas das quais nem fui chamada para lutar, traçar planos para um futuro do qual nunca farei parte. Eu sei, é preciso se doar, ser necessário aos outros, oferecer ajuda. Mas, e eu? Quem se oferece para morrer nas minhas batalhas diárias? Quem planeja meu futuro? Quem enxuga minhas lágrimas quando elas caem? Quem?
Não que eu me torne uma egoísta desmedida e mesquinha. Eu quero fazer por mim, assim como faço por todos, com o maior prazer. Eu não quero esperar nada, de mais ninguém. Eu preciso esperar de mim mesma. A frase que hoje tenho em mente é: quando eu começar a me amar, de verdade, a fazer tudo por mim, aí sim, poderei fazer o que eu quiser pelos outros.
E eu estou feliz por isso.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Verdade seja dita!


Todas as vezes que eu fecho os meus olhos é você quem eu vejo. E dói tanto, consome tanto tudo isso! Tenho vontade de sair correndo ao teu encontro e repetir mil vezes o quanto eu te amo, o quanto minha vida depende da tua vida e quanto o meu corpo sente falta do teu. Grito. Eu choro escondida nos cantos. Em qualquer lugar, eu choro, sempre. As lágrimas vêm e eu não luto contra elas, eu apenas as derramo, as vejo inundando meu rosto, sangrando minha alma. Foi assim no ônibus, no trabalho, no quarto, na varanda, no chão da sala... Cheguei ao ponto do desiquilíbrio total, aquela fatal conclusão de que eu preciso de você para existir! Descobri que tenho medo da solidão, que sou triste sem você e que não me basto. Como é doloroso saber de tudo isso! No entanto, não tenho vergonha e não sinto culpa. Eu amo e isso, por si só, já é um ato de coragem. Amar o que não se tem. Amar o que foi deixado. Amar sem saber. Amar e ter de esquecer, viver por aí esquecendo e sabendo que, inevitavelmente, também vou ser esquecida. Como achar solução para essa ferida exposta, essa história inacaba (se é que tem um final), essa saudade insuportável? Dói tanto, de novo. É dor real, dor física... como se um braço me tivesse sido arrancado num só ímpeto ou um trem estivesse passando sobre as minhas pernas. Mas é SÓ o meu coração dilacerado. Só isso. Como não pensar em você e em todos os dentes da sua boca sorrindo, todos os ossos do seu corpo me sufocando num abraço demorado? Como devolver a chave de casa, as fotos da estante, as cartas de amor eterno, os livros escolhidos juntos para nossa biblioteca gigante, os sonhos e os beijos? Como, se eu ainda nem sei ser só, se ainda nem consigo tirar você de dentro de mim e ainda sou nós? Como seguir em frente e não te ter? Porque, verdade seja dita, é tão mais fácil aturar a vida sabendo que tenho você! Não quero esperar, não quero esquecer, não quero isso tudo. De novo, não.


PS. : eu sempre vou te amar.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Ao cansar.

Não quero mais tua insegurança nem essa estranha insensatez.
Cansei das palavras tão duras e esse vazio que tua falta de paciência me causa.
Por favor, respire fundo.
Quero tua força, como era antes, teu sorriso largo e teu carinho exagerado.
Quero sorrir outra vez com você ao meu lado.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Café expresso.




Tomo um café gelado... sim, só assim consigo acordar! Ele desce amargo, talvez seu gosto fique doce ao longo do dia, porém açúcar nunca foi prioridade para mim.
Saio sempre apressada, sempre correndo, distraída e olhando para o relógio. Mal percebo a vizinha da frente, bailarina italiana, que acorda cedo e escuta Beethoven, talvez esteja na ponta dos pés, voando pelo apartamento e fazendo torradas, já que o cheiro é delicioso. O som já virou rotina, é sempre clássico, misterioso e refinado. Assim como ela e seus longos cabelos de sol.
O bebê, no apartamento ao lado, chora alto. Talvez queira colo, leite ou só um pouco de atenção do pai arquiteto e da mão advogada, que nunca têm tempo nem param em casa.
Seu Alfredo, o último vizinho, é mais velho, mora só, não sei se tem filhos, se já foi casado, amado ou deixado. É bem simpático, educado e calmo. Sempre faz sua caminhada matinal na praia. Geralmente chega na mesma hora em que saio. Aliás, meu primeiro bom dia sempre é dele.
Finalmente o elevador chega, entro, olho minha silhueta no grande espelho... pareço exausta. Meus olhos levemente caídos, meu cansaço estampado. Sou o retrato fiel de noites mal dormidas ou mesmo, de uma longa noite de sono, já que as duas hipóteses me deixam, estranhamente, sonolenta. Sempre a mesma coisa.
Começo a sentir falta de ar. Sou claustrofóbica e, definitivamente, morar no vigésimo terceiro andar não ajuda muito.
Chego ao térreo, respiro, o ar entra forte e revigorante. Começo o velho ritual de 'bom dia, estranho' , 'bom dia, querida' , 'bom dia, dia.'
Saio... é a hora da vida. É a hora da roda viva. Mais horas a serem vividas, mais do mesmo ou doses do desconhecido.
Olho ao redor e aí, entendo, como gosto disso! Como é bom viver, sentir-se viva, vida.
Coloco os fones de ouvido e caminho firme...estou mais que pronta; BOM DIA, VIDA!


domingo, 11 de abril de 2010

Identidade, te liberto.


Nunca fui de meios termos, alegrias contidas, metades, quases ou pequenos riscos. Sempre explodi em vida! Dizem isso a mim, quase sempre e, de fato, acredito. Sou explosão. Não me faltam faíscas, não me faltam dimensões, cacos, caos. Sou assim! Como mudar o que é essencialmente seu? Nunca suportei um "eu gosto muito de você!" Ou ama ou não. Odeie, então. Escutei minha vida toda falarem sobre minha ousadia eterna e meu instinto livre, solto. Algumas vezes foram cruciais para minhas decisões, outras vezes foram meu precipício, meu erro escancarado, dilacerado e, também, dolorido. Quem diz nunca se arrepender de nada do que faz, ou mente ou, realmente, não tem consciência ou, ainda, não sente o peso dela. Eu me arrependo sim, de muitas coisas que fiz. Impulsividade sempre foi meu forte mesmo, ué! Então, como não se arrepender do que não se pensa antes de fazer? No entanto, nunca disse que não. Sou honesta demais comigo e com o mundo. Honesta e desmedida... Aonde achar um equilíbrio, onde encontrar um ponto exato de sustentação? Não está nos outros, eu sei. É algo que devo fazer por mim mesma. Mas, como vivi a vida toda sendo assim, é tão difícil e tão cansativo medir, ser medida, contida, milimetricamente encaixada, aonde nem sei. Só de pensar, sinto falta de ar. Continuo, assim, pois. Prefiro respirar e errar, do que acertar e não ser fiel ao meu coração.

quarta-feira, 31 de março de 2010

rascunho.

Eu continuo achando o máximo desvendar você. E continua me fascinando teus defeitos - perfeitos e a falta que tua presença - ausência me faz. Eu sou doida, louca desvairada mesmo, pela voz que sai da tua boca e pelo cheiro de madeira que sinto em tua pele. Esse andar descontraído e apressado, essa calça desbotada, essa camisa desabotoada. Você quase não mudou, em nada. Continua com uma gargalhada indiscreta, com um gênio forte e com sede de dominar o mundo. E como é suave e gostoso te ter por perto...é uma daquelas sensações prazerosas que se sente uma vez perdida na vida de estar ao lado da paz, de mãs dadas com ela.
Gostoso é rir do que não tem graça e é o que você faz. Gostoso é dormir sem ter sono, só pelo prazer de fechar os olho,s e é o que você faz. Gostoso é não ter tempo pra mais nada, não ter hora pra mais nada, só viver sem ter o que esperar e é exatamente desse jeito que você faz.
Continua me levando, por mais sete anos, por longos anos, até onde acaba teu amar.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

2010 vezes, seja feliz.


Chegou.
Acho até que estou preparada. Já estou.
Deixei na beira da praia todos os momentos tristes do ano que passou.
Dentro do meu coração trouxe uma paz diferente, uma fé renovada e uma curiosa esperança do que estar por vir.
Se vem...
Que venha!
Desejei felicidade a todos e recebi o mesmo.
E como é bom dar e receber!
E receber logo a felicidade, que é tão preciosa, tão procurada.
Eu sei, é o que todos dizem e repetem: é tempo de reflexão, de renovação, de pensar...
Eu sei, de novo, é tempo de tudo isso; mas, principalmente é tempo de viver!
É tempo de dar amor e receber o mesmo, assim como a felicidade na noite do ano novo; é tempo de acolher e ser acolhido, de ajudar e ser ajudado.
365 dias passaram num piscar de olhos e o que foi feito disto?
Quantas vezes você disse a alguém que realmente o amava quando queria dizer?
Quantas vezes você pulou de pára-quedas, tomou banho de chuva, viu o sol nascer?
Quantas vezes você saiu andando sem rumo?
Quantas vezes você beijou e abraçou quem sentiu vontade, mesmo sem saber se era correspondido?
Quantas noites passou sem dormir? Quantas vezes perdeu o fôlego?
Quantos livros leu? Quantos filmes assistiu? Quantas vezes deu gargalhadas?
Então, se você deixou de fazer ou se fez menos do que queria qualquer dessas coisas, faça agora.
Comece outra vez! São mais 365 dias para tudo isso.
Não deixe esse ano simplesmente passar. Não se perca em obrigações, rotinas e dores de cabeça.
É tempo de viver.
Então, por favor, V I V A.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Presenças Passadas.


Incrivelmente estranho o fato de o presente se entralaçar tão bem com o passado. De mãos dadas cumprem seus destinos, contornam as linhas da vida, pintam as paredes do tempo. Tanta coisa que já passou, há tanto tempo e tanta lembrança viva, crua, nua...que ainda pulsa, que ainda grita. Lembranças nunca morrem e é por isso que são tão doloridas. Lembranças deviam ser apenas lembranças, pensamentos soltos, vozes ecoando longe, imagens rapidamente vistas.
Às vezes até finjo acreditar que o passado não volta, que tudo um dia morre, mas não é assim tão simples. Passado é presente. É acontinuação permitida, o fio da meada, o ponto de partida.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Sala de espera.


É com uma serenidade e alegria incomum e gostosa que vejo o final de mais um ano se aproximar. Sinto um gosto de saudade e expectativa, não vou mentir. Porém, a sensação que realmente invade meu ser, nesse momento, é de imenso prazer. Não sei como descrever e realmente é novo para mim, mas a sensação de mais um ano cheio de muita risada, bons momentos, amizades sinceras, um amor veradeiro, danças na chuva, beijos no sol, nascimentos e festa é realmente muito prazeroso. E como passou rápido! Vejo minha vida girar 360 graus em menos de 12 meses e isso me deixa confusa, assustada e muito, muito surpreendida.
Desde o início desse ano, estamos em nosso apartamento novo (aquele perto do mar e do trabalho) e tão pequeno e aconchegante que parece colo de mãe, apesar de essa ser visita nele. Minha irmã, Juliana, continua quieta no mundo dela e sendo o meu oposto, escondendo o que sente e sofrendo calada; porém, conseguiu uma vaga na faculdade e, não há como negar, está mais dedicada e decidida. Aliás, como é decidida! No alto dos seus 18 anos parece um leão feroz e absoluto no seu próprio reino. Minha irmã é difícil, autoritária e um pouco egoísta. No entanto, tem uma maestria e um charme divino, é uma delícia de se ter e, como rainha da selva que é, super protetora e preocupada.
Thiago, e desse eu já falei e falo sempre quando o assunto é amor, é indiscutivelmente um exemplo de ser humano perfeito. Eu sei, não existe perfeição. Mas ele chega bem perto desta. Nunca, em toda a minha vida, conheci alguém tão honesto, solidário, incrivelmente bom e com tão pouco para isso. Thiago é um amor, no sentido mais amplo e abrangente da palavra. Ele é companheirismo, paz, segurança e força. E não pensem que minha visão é distorcida em relação a ele. Ele é isso mesmo, não há como negar. Meus pais, vejo-os menos do que gostaria, porém não mais do que o necessário. Sinto falta da convivência diária, do beijo de boa noite, do olhar carinhoso e das vozes... como me faltam! Aquelas vozes que escutei desde o ventre materno e que parecem memória esquecida dentro da minha mente. Às vezes, pareço esquecer o rosto deles, porém logo as fotografias me lembram do que é inesquecível. Saudade é uma droga mesmo! Porém, meu medo nesse momento não é dela, é de saber e ter a certeza de que daqui pra frente vai ser assim, eles sempre tão distantes, cada vez mais raros em minha vida.
Os amigos são uns poucos tanto e bons. Cada um acrescenta à minha alma um pouco de luz, fé e alegria. Sinto uma saudade danada de uns, um carinho de irmão por outros e uma vontade grande de tê-los por perto. Amigos nunca são demais! Os meus são raros e especiais, e eu, na estranha mania, de querer que eles sejam eternos.
A vida é incomum mesmo! A minha é um palco onde todos os dias, um número novo é apresentado. Aqui não fica o que mais agrada, o que vende mais ou atrai mais público. Aqui, no meu palco, as lições de vida são as que me edificam e me tornam um ser humano completo e preparado para tudo, para o mundo.
Venha, 2010! Te espero...

sábado, 21 de novembro de 2009

Clichê.



Quando, finalmente, resolvo escrever...falta-me palavras. Se vocês estivessem aqui para ver o meu largo sorriso, certamente entenderiam. Sabe aquela velha frase: "uma imagem vale mais do que mil palavras"? Sim, agora eu acredito.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

sofia

Sofia, antes mesmo de te ver eu já te amaria.
Como estou amando agora, como vou amar daqui pra frente, sempre.
Te espero e não canso. Demora tanto, passa tão depressa.
Sofia, já é minha sabedoria, meu caminho, minha dúvida, meu sol, minha canção,
minha razão, emoção.
Vou te cuidar, não quero que tenhas medo, não quero te ver chorar.
És cor, luz e minha vida, agora.
Vivo na espera de você; traga paz, um sorriso, um choro e um destino.
Te dou meu coração, dois corações e uma canção de ninar.

Para Sofia, um dia.

domingo, 21 de junho de 2009

O mar, Roma, ramo,mora, amor.


O amor vem em várias formas. Pensei nisso hoje, logo quando acordei. O amor vem na presença dos amigos, numa saudade, numa reunião de família, num beijo ardente, num abraço sincero. O amor surpeende. Sim. Quem disse que o amor é fixo, imutável e eterno? O amor é pulsação, coração, solidão. Amar é arriscar-se, enlouquecer, aventurar-se. Não adianta procurar o significado da palavra, escrever anúncios no jornal da tarde, consultar cartas, esperar o destino certo. Amor é indefinível, indecifrável, incerto. Por isso, ama-se o proibido, o que não presta ou o que realmente nunca vai dar certo. Amar é diferente de todos os outros sentimentos. Saudade, por exemplo, é tão monótona, é tanto sofrimento. Sente-se saudade de tudo, o tempo todo. Amor não. Não é assim tão fácil, tão táctil, tão esperado. Amor foge mesmo à regras, definições e certezas. Sim, justamente por ser assim, desse jeito, o amor pode dar certo.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Por mim.

Ando bem distante de mim esses dias, distante do que sou, realmente. Procuro-me toda hora em mim mesma, sem nunca me encontrar de verdade. Tenho medo de ter me perdido pra sempre. É estranha essa sensação de perder-se. Pior ainda o medo iminente de nunca se encaixar novamente em meu próprio corpo. Essa alternativa me assusta, de fato. Na verdade, sempre fui meio perdida mesmo, porém vivo encontrando-me por aí. Hoje, já não tenho mais tanta certeza disso. Não sou acostumada a mudanças de alma. Não consigo viver distante das minhas vontades e reais desejos. É inadmissível, até para mim, seguir contra a minha própria correnteza , apesar de nunca estar indo na direção certa. Sou verdadeira demais comigo e com o mundo. Não sei viver contra meu próprio instinto, essa guerra nunca travo, nunca venço.

sábado, 16 de maio de 2009

Quando se ama.

Sempre percebi que algo muito estranho acontecia, era diferente e entusiasmante, era divertido e revigorante. Assim como brisa que sopra suave ou vulcão em total erupção, correnteza furiosa, tarde ensolarada, assim feito rima e canção. A vida tem um modo engraçado de nos fazer perceber as coisas. Pode ser difícil, e quem disse que é fácil? Pode ser suave, livre, verdadeiro. Pode ser doentio, triste e destruidor. É amor.

domingo, 22 de março de 2009

Coisas que a vida ensina.



Espero da vida não um punhado de pó mágico contra a dor, muito menos um caminho de doces ou um céu de cores. Não espero que meus dias sejam apenas rotinas: acordar, levantar, deitar e dormir. Espero impulsos e entusiasmo. Quero vida, uma porção, um prato cheio de vida, por favor! Um sorriso em cada esquina, um abraço em cada estação, um café mais doce do que o habitual gosto amargo da solidão. Chocolate, por favor! Um amor, sem gelo. Menos gelo, aliás. Mais calor, mais aproximação, um rodízio de paixão! Muito mais olhar do que evitar. Quero puxões de orelha necessários, arranhões que ensinam a não mexer onde não se deve ou a respeitar os limites, meu e dos outros. Quero acordar e poder perceber, em primeiro lugar, uma formiga, por menor que seja. Saber o valor das pequenas coisas, ter a tamanha delicadeza de sentir os menores gestos, os mais simples, os eternos. Fazer feliz quem se ama,quem precisa de amor, quem tem amor para dar, mas não sabe, não entende, tem medo de se entregar. Não encarar nada como dever ou esforço, e sim: recompensa, dádiva, resposta. A vida é justamente feita disso: desse doar necessário, esse dar sem querer receber nada em troca; esse é o verdadeiro valor de ser, ser gente. Hoje você é de um jeito, amanhã quem sabe? Tudo, de um jeito ou de outro, muda. Não espero nada. Quero fazer, quero ser... E sendo, vou-me fazendo, desfazendo, refazendo. Para mim, esse é o verdadeiro milagre da vida.

domingo, 15 de março de 2009

Quem sou eu?

Sempre julguei a mim mesma...estranha, misteriosa, enigma. Um ponto de interrogação, uma incógnita, indecifrável. Sou diferente de tudo e de todos, é um fato. Tenho atitudes ousadas demais para mim mesma. É isso que dizem e, piedosamente, estou começando a acreditar também. Dói muito saber que sou vista dessa maneira, que não posso viver do jeito que sempre quis: loucamente, sentindo minha liberdade de espírito, minha verdade, minha cara exposta, tão exposta e tão nua que assusta, que afasta. Sou só, e vivo tão rodeada de gente. É tão engraçado isso. Vivo para me sentir e de repente, me vejo sendo. As pessoas me sentem, me tocam, me querem. Esperam de mim um sorriso e não um olhar fechado, um adeus. Elas me querem perto, me cercam, me sufocam. Não sabem me amar de longe. É sempre tudo tão perto, tão sufocador. Ningém se contenta em me ver apenas, ou em falar uma frase rápido. Querem meu riso, minha maior dor, meu coração egoísta, meu calor exagerado, minha respiração. Querem tudo de mim, minha alma, meu colo e minha risada. Querem me levar, quando o que mais quero é ficar ou ir embora, não sei. É tão engraçado tudo isso.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

De olho nas estrelas

Bem, em primeiro lugar, devo agradecer, como dizia a minha avó. A gente sempre tem de agradecer. Mesmo um pisão no pé. Porque podia ser pior. Ganhei alguns presentes, passei um mês na praia, tomei banho de chuva, fiz novos amigos e desfiz alguns enganos. Pintei os muros da casa do interior, plantei a roseira no jardim e consegui me mudar para o apartamento, perto do mar, do trabalho e da felicidade. E nem mesmo algumas pitadas de ressentimentos aqui e ali mudaram meu paladar. O trânsito ainda é um problema e a faculdade me faz rir, apesar de ser o curso mais temido e sério para todos, meu adorável Direito. Porém, continuo convicta de que nada acontece à toa e nunca é para o mal. A gente escolhe os caminhos que precisa aprender. Que levarão àquilo que tanto a gente busca. As lições nunca são indolores. E isso eu ainda não entendo por quê. Acho que é porque mexem com a auto-estima, machucam o amor próprio. Mas é um teste, uma prova de fogo pra gente saber o quanto acreditamos em nós mesmos. E o quanto precisamos dos outros.
Percebo que alguma coisa aconteceu dentro de mim. Não quero mais certas experiências. Outras me são imprescindíveis. O "não", tão fifícil de dizer, de repente bateu à porta com tanta propriedade. Alguma coisa aconteceu. Sei que o importante é respirar. Fundo. Sentindo. E seguir. Não é possível parar. Olho as estrelas, elas me guiam. E também erram o caminho. Não faz mal. Chegar, a gente chega. Só vai demorar mais um pouco.
Não sinto mais pressa. Estou completamente despreparada para 2009 e nada mais pode ser feito quanto a isso. Tem mudança no ar. Olho novamente as estrelas, elas brilham e parecem refletir meus olhos, cheios de esperança, de vida. Então, arrumo meu coração, ainda um pouco assustada, e espero a primeira estrela cadente, aquela que irá realizar meus desejos. De dedos cruzados...

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Minha paz.

Estou tão leve, quase flutuo. Sinto meu corpo balançar e arrepiar a cada sopro do vento. O vento não me deixa em paz, me leva, me traz, me deixa, me esquece. O vento só não me lembra do que já passou, do que está por vir e do que certamente não virá. Embalo nessa dança gostosa que o mundo arrisca todos os dias, a volta ao sol, o dia, a noite. O sol me abraça, enquanto a lua me beija misteriosa. O universo me sorri... e eu vou sorrindo para ele.