sábado, 21 de novembro de 2009

Clichê.



Quando, finalmente, resolvo escrever...falta-me palavras. Se vocês estivessem aqui para ver o meu largo sorriso, certamente entenderiam. Sabe aquela velha frase: "uma imagem vale mais do que mil palavras"? Sim, agora eu acredito.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

sofia

Sofia, antes mesmo de te ver eu já te amaria.
Como estou amando agora, como vou amar daqui pra frente, sempre.
Te espero e não canso. Demora tanto, passa tão depressa.
Sofia, já é minha sabedoria, meu caminho, minha dúvida, meu sol, minha canção,
minha razão, emoção.
Vou te cuidar, não quero que tenhas medo, não quero te ver chorar.
És cor, luz e minha vida, agora.
Vivo na espera de você; traga paz, um sorriso, um choro e um destino.
Te dou meu coração, dois corações e uma canção de ninar.

Para Sofia, um dia.

domingo, 21 de junho de 2009

O mar, Roma, ramo,mora, amor.


O amor vem em várias formas. Pensei nisso hoje, logo quando acordei. O amor vem na presença dos amigos, numa saudade, numa reunião de família, num beijo ardente, num abraço sincero. O amor surpeende. Sim. Quem disse que o amor é fixo, imutável e eterno? O amor é pulsação, coração, solidão. Amar é arriscar-se, enlouquecer, aventurar-se. Não adianta procurar o significado da palavra, escrever anúncios no jornal da tarde, consultar cartas, esperar o destino certo. Amor é indefinível, indecifrável, incerto. Por isso, ama-se o proibido, o que não presta ou o que realmente nunca vai dar certo. Amar é diferente de todos os outros sentimentos. Saudade, por exemplo, é tão monótona, é tanto sofrimento. Sente-se saudade de tudo, o tempo todo. Amor não. Não é assim tão fácil, tão táctil, tão esperado. Amor foge mesmo à regras, definições e certezas. Sim, justamente por ser assim, desse jeito, o amor pode dar certo.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Por mim.

Ando bem distante de mim esses dias, distante do que sou, realmente. Procuro-me toda hora em mim mesma, sem nunca me encontrar de verdade. Tenho medo de ter me perdido pra sempre. É estranha essa sensação de perder-se. Pior ainda o medo iminente de nunca se encaixar novamente em meu próprio corpo. Essa alternativa me assusta, de fato. Na verdade, sempre fui meio perdida mesmo, porém vivo encontrando-me por aí. Hoje, já não tenho mais tanta certeza disso. Não sou acostumada a mudanças de alma. Não consigo viver distante das minhas vontades e reais desejos. É inadmissível, até para mim, seguir contra a minha própria correnteza , apesar de nunca estar indo na direção certa. Sou verdadeira demais comigo e com o mundo. Não sei viver contra meu próprio instinto, essa guerra nunca travo, nunca venço.

sábado, 16 de maio de 2009

Quando se ama.

Sempre percebi que algo muito estranho acontecia, era diferente e entusiasmante, era divertido e revigorante. Assim como brisa que sopra suave ou vulcão em total erupção, correnteza furiosa, tarde ensolarada, assim feito rima e canção. A vida tem um modo engraçado de nos fazer perceber as coisas. Pode ser difícil, e quem disse que é fácil? Pode ser suave, livre, verdadeiro. Pode ser doentio, triste e destruidor. É amor.

domingo, 22 de março de 2009

Coisas que a vida ensina.



Espero da vida não um punhado de pó mágico contra a dor, muito menos um caminho de doces ou um céu de cores. Não espero que meus dias sejam apenas rotinas: acordar, levantar, deitar e dormir. Espero impulsos e entusiasmo. Quero vida, uma porção, um prato cheio de vida, por favor! Um sorriso em cada esquina, um abraço em cada estação, um café mais doce do que o habitual gosto amargo da solidão. Chocolate, por favor! Um amor, sem gelo. Menos gelo, aliás. Mais calor, mais aproximação, um rodízio de paixão! Muito mais olhar do que evitar. Quero puxões de orelha necessários, arranhões que ensinam a não mexer onde não se deve ou a respeitar os limites, meu e dos outros. Quero acordar e poder perceber, em primeiro lugar, uma formiga, por menor que seja. Saber o valor das pequenas coisas, ter a tamanha delicadeza de sentir os menores gestos, os mais simples, os eternos. Fazer feliz quem se ama,quem precisa de amor, quem tem amor para dar, mas não sabe, não entende, tem medo de se entregar. Não encarar nada como dever ou esforço, e sim: recompensa, dádiva, resposta. A vida é justamente feita disso: desse doar necessário, esse dar sem querer receber nada em troca; esse é o verdadeiro valor de ser, ser gente. Hoje você é de um jeito, amanhã quem sabe? Tudo, de um jeito ou de outro, muda. Não espero nada. Quero fazer, quero ser... E sendo, vou-me fazendo, desfazendo, refazendo. Para mim, esse é o verdadeiro milagre da vida.

domingo, 15 de março de 2009

Quem sou eu?

Sempre julguei a mim mesma...estranha, misteriosa, enigma. Um ponto de interrogação, uma incógnita, indecifrável. Sou diferente de tudo e de todos, é um fato. Tenho atitudes ousadas demais para mim mesma. É isso que dizem e, piedosamente, estou começando a acreditar também. Dói muito saber que sou vista dessa maneira, que não posso viver do jeito que sempre quis: loucamente, sentindo minha liberdade de espírito, minha verdade, minha cara exposta, tão exposta e tão nua que assusta, que afasta. Sou só, e vivo tão rodeada de gente. É tão engraçado isso. Vivo para me sentir e de repente, me vejo sendo. As pessoas me sentem, me tocam, me querem. Esperam de mim um sorriso e não um olhar fechado, um adeus. Elas me querem perto, me cercam, me sufocam. Não sabem me amar de longe. É sempre tudo tão perto, tão sufocador. Ningém se contenta em me ver apenas, ou em falar uma frase rápido. Querem meu riso, minha maior dor, meu coração egoísta, meu calor exagerado, minha respiração. Querem tudo de mim, minha alma, meu colo e minha risada. Querem me levar, quando o que mais quero é ficar ou ir embora, não sei. É tão engraçado tudo isso.